O Confronto Final?
Dia desses pegamos os dois primeiros DVDs de X-Men para assistir. Eu ainda não tinha visto nenhum deles e terminei o segundo com vontade de ver o terceiro. Felizmente, o lançamento estava próximo. Aproveitei para ver o que os fãs dos quadrinhos estavam achando da adaptação. Como era de se esperar, eles não gostaram muito.
Alguns acham que o filme é um bom entretenimento (como de fato é), outros se ofendem com qualquer alteração em seus personagens favoritos o na estrutura da trama das HQs, como se fosse um vilipêndio. Vampira, por exemplo, é tida como uma das musas da Marvel, com super força, muito bonita, decidida, poderosa (em todos os sentidos) e super super sexy. Não é o caso de Anna Paquin, o que deixou muitos fãs frustrados, principalmente com o fato de ela ser uma adolescente frágil e insegura, em todos os dois primeiros filmes.
Sei que é feio contar o filme antes que outras pessoas o assistam, mas se for depender do desempenho da Vampira para agradar os fãs das HQs, estão todos completamente desagradados desde já. Ela simplesmente desaparece. Não serve para nada, não faz nada. Excesso de personagens, tempo curto. Quem consegue fazer um filme realmente bom com isso? Para mim, Brett Ratner conseguiu uma proeza e tanto, porque ele tinha um moooonte de personagens legais, uma história legal, bastante dinheiro para gastar e meia hora a menos de filme do que o X-men anterior. Por quê? Ainda não sei, ainda não entendi, mas já não gostei. Saí do filme querendo que ele tivesse, no mínimo, o dobro do tempo.
Gostei, gostei, é claro que gostei, mas tive a impressão de que X-Men 3 é um bom trailer. É isso. O filme todo é um grande trailer. Não, eu não disse thriller, disse trailer mesmo. Deixa a gente na expectativa do resto do filme. Parece um compacto, um resumão. Eu quero ver o filme!! Desperdício de vários personagens legais, como o Anjo, professor Xavier, Mística, Homem de Aço, Vampira e a tal da Fênix, uma inútil descontrolada que só reapareceu para atrapalhar- ambos os lados. O que me deixou mais triste foi que minha personagem favorita, a Mística, não só foi sub-aproveitada (como todos os outros), mas também sumariamente descartada da trama. Sem contar que os caprichos de Halle Berry fizeram com que ela dominasse o pedaço, desnecessariamente.
Saí feliz com o filme, mas triste pela curta duração e mau aproveitamento de ótimos personagens, como já disse. Por mim, X-Men 3 teria três horas de duração e nos daria a chance de conhecer melhor os novos personagens. E os antigos também.
Sobre os antigos, aliás, Davison acredita, há tempos, que Jack Nicholson daria um Wolverine melhor do que Hugh Jackman. Esses dias, assistindo "O iluminado" ele tornou a mencionar o fato. É verdade. Hugh Jackman é muito bom-moço. Jack Nicholson é melhor ator, convenhamos. E nem venha me dizer que ele é velho demais para o papel, não é. Wolverine original é um monstrengo, baixinho, fortão e tem mais de cem anos, embora não pareça. Então, coloca o velhinho para fazer musculação, dá uma boa caracterizada e fica tudo 100% Aliás, olhe a capa da primeira revista do Wolverine:
E -como se não bastasse- o mutante cabeleireiro, que atuou entre o X-Men 1 e o X-Men 2 voltou a atuar nos bastidores de X-Men 3, fazendo um corte fashion em Tempestade, escurecendo-lhe as raízes. Fora o que ele fez, debaixo d'água, com o cabelo de Jean Grey. O cara é bom.
Para quem ainda não viu o filme, um conselho: espere até o final dos créditos, esconderam lá uma cena importante que deixou os desconhecidos colegas da fileira de trás indignados. Sei lá por quê, eles estavam indignados durante o filme todo. Certamente são fãs dos quadrinhos e detestaram não ver Anna Paquin de Femme Fatale. Mas cá entre nós: Anna Paquin de Femme Fatale seria ridículo. Ela é uma coisinha, não tem como transformá-la em mulherão. Que Hollywood me contradiga.
Mística, como eu já disse, é minha personagem favorita. Ela é bem escrita e tem uma expressão facial e corporal fantástica. Se eu fosse escolher quem interpretar, escolheria ela. Aliás, Rebecca Romijn-Stamos engordou um pouquinho, tanto que cheguei a achar que era outra atriz, ao estranhar o tamanho das bochechas :-) Mas continua linda, of course. De resto, assistam. O 1, o 2 e o 3. E torçam, comigo, pelo quatro. E que tenha, no mínimo, duas horas e meia de duração.
Vimos os créditos até o fim de felizes que somos, sempre fazemos isso. Somos sempre os últimos a sair do cinema. Essa sessão teve gostinho especial também porque em tempos de contenção de despesas, nossos passeios pelo cinema têm sido raridade. Mas já temos novas sessões marcadas: queremos assistir de novo o filme para tirar algumas dúvidas cruciais, em junho tem Garfield e em julho, Superman. Vale a pena guardar o dinheiro do ônibus :-)
Rebecca Romijn-Stamos caracterizada como Mística:

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UPDATE:
Acabo de descobrir um furo terrível. Davison me contou que na HQ o professor Xavier tem um...gatinho amarelinho!!! Veja a prova:
Não acredito que isso ficou fora dos TRÊS FILMES!!! Lamentável. A propósito, o MEU gatinho amarelinho é um mutante. Sem dúvida nenhuma. Ele e os outros dois, of course, em níveis diferentes. Ele é o líder e tem super inteligência. Formam a turma dos X-Cats. Ainda escrevo sobre isso. :-)
PS: Tenho lá minhas teorias sobre a metáfora dos X-Men - do cinema. Mas isso fica para outro post. :-)
sexta-feira, 26 de maio de 2006
quarta-feira, 24 de maio de 2006
Agenda Cultural - Rio de Janeiro - Dois Lançamentos
Cora Rónai vai lançar um novo livro na Livraria Argumento, no próximo dia 30, terça-feira, a partir das 19h30. O livro, "Fala Foto", edição do Senac/Rio, é o primeiro livro de fotografia de autor feito exclusivamente com fotos de celulares; nele há imagens feitas com uns 12 diferentes aparelhos, de 2002 à semana passada... quando foi para a gráfica.
A Livraria Argumento fica na Rua Dias Ferreira 417, Leblon.
Se eu estivesse no Rio, iria...
O segundo lançamento é da autora Fernanda Augusta Carvalho. Não a conheço, mas recebi o convite da dra Andréa Lambert e resolvi divulgar. É um livro infanto-juvenil, inspirado nas histórias de dois gatinhos adotados por ela, um deles, um pretinho do Campo de Santana. Vale relembrar que o meu Tiggy foi resgatado pela Andréa do Hospital Souza Aguiar, em frente ao Campo de Santana, que também tem sido - infelizmente - ponto de abandono.
Se eu estivesse no Rio também iria, a idéia é bem legal, para mostrar a felicidade que esses bichinhos adotados trazem a uma pessoa. E - quem sabe - estimular adoções. Vai ser no dia 28 de Maio, a partir das 16h, na varanda da livraria do Museu da República, na rua do Catete, ao lado do metrô.
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Não enxergo a Lucidez
Não preciso de muita coisa para ser feliz, na verdade preciso de muito pouco. Ultimamente a vida tem estado tão boa, tão cheia de surpresas agradáveis que só o que posso fazer é agradecer a Deus por cada um desses dias. Estou super entusiasmada, torcendo para que junho venha logo com os desafios pelos quais tenho ansiado incessantemente nos últimos dias.
De resto, a vida nunca é fácil. Pode até ser boa e tranquila, mas achar que algum dia deixaremos de ter problemas é ilusão. Mesmo porque uma vida totalmente desprovida de problemas, pense bem, seria um tédio. No entanto, o negócio é sempre saber que tudo passa e, por isso mesmo, nenhum problema pode ser maior do que nós mesmos.
É ainda meio esquisito saber que tem gente que vem aqui todos os dias em busca de uma má notícia, torcendo para que aconteça alguma desgraça bem grande (ou pequenininha) para que possa se deliciar. Eu realmente não entendo como alguém pode desejar o mal de uma pessoa e ainda julgar-se correta. Eu já disse, quanto aos meus inimigos e pessoas que não gostam de mim em geral, quero que sejam muito felizes, bem longe de mim, porque assim terão alguma vida para viver e me deixarão em paz.
Felizmente tem muito mais gente legal que vem aqui em busca de uma boa notícia do que o inverso. E é para essas pessoas que eu faço questão de garantir que está tudo bem aqui deste lado. Melhorando a cada dia. Espero que no final do mês que vem eu tenha várias novidades que, por menores que sejam para quem olha de fora, são imensamente ansiadas por mim.
O que acontece é que ando meio ansiosa e- portanto - parcialmente incapaz de produzir alguma coisa realmente decente antes do bendito mês de junho. Espero - sinceramente - poder produzir alguma coisa realmente decente NO bendito mês de junho, ou então toda minha espera pelo bendito mês de junho terá sido em vão.
A propósito, visitamos hoje uma loja de livros usados no centro da cidade (me recuso a chamá-las de "sebo") e passei os olhos por dois volumes de José Saramago, Ensaio sobre a lucidez e Ensaio sobre a cegueira. Os dois livros têm a mesma espessura (acho que a Lucidez tem umas dez folhas a mais do que a Cegueira) , capa bastante parecida e estavam no mesmo (bom) estado de conservação. Olhei o preço do Ensaio sobre a lucidez: vinte Reais. Por acaso, olhei também o preço do Ensaio sobre a cegueira: vinte e cinco Reais. E maior lição que tirei de Saramago até hoje é que a cegueira é mais cara do que a lucidez. :-)
A propósito, levei a lucidez para casa. Ainda não tinha lido, já comecei a ler. Peguei uma antipatia pelo cara depois que um certo amigo me falou uma certa coisa que ouviu certa vez da boca do distinto senhor, mas a lucidez me atraiu. O que me incomoda (MUITO) em Saramago, no entanto, é estético e funcional: os imensos blocos de texto maciço incomodam meu astigmatismo. Me chame de fútil, eu me chamo de cega. Tenho que fechar os olhos umas duas vezes por página.
Talvez isso me impeça de ir até o final do livro com a mesma rapidez com que costumo ler e talvez por isso mesmo me irrite lá pela metade o triplo do que me irrita agora. Sou fã de espaços. Espaços são mais importantes do que letras grandes, para mim. Sem eles, tudo se embaralha horrivelmente, mesmo com óculos. Cansa a vista da velhinha aqui. Saramago, do alto de seus 84 anos, deve enxergar melhor do que eu. Deveria ter optado pelo Ensaio sobre a cegueira. Faria mais sentido.
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Os blocos maciços de texto
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Dona Aranha A Subir Pela Parede
Certamente ela usa um potente equipamento de mergulho, pés de pato nas oito patas (aranha com pés de pato é, no mínimo, um bicho muito esquisito), roupa impermeável e cilindro de oxigênio(ou é uma daquelas aranhas aquáticas mesmo), pois hoje, enquanto tomava banho, observei uma incauta aranha (incauta, para não chamá-la de burra) que construíra uma improvável teia no canto do Box, junto ao chão, no local mais inundável possível, sem os equipamentos necessários para garantir sua sobrevivência.
Quando vi, a dona aranha já estava subindo na parede, ou melhor, no acrílico do Box, lutando contra o terrível volume de água que se precipitava sobre ela. Devo confessar que pensei em salvá-la, mas negligenciei o socorro, imaginando que daria tempo de terminar o banho antes de resgatá-la. Enquanto eu me esbaldava a limpar meu corpo com tão refrescante líquido, o pobre artrópode lutava desesperadamente pela vida. A uma certa altura, porém, ela escorregou para um vão do Box e lá ficou, desacordada, até afogar-se.
Ignorando que a pobre aranha já havia deixado seu minúsculo exoesqueleto e habitava, naquele momento, no céu dos artrópodes, peguei um papel absorvente e encostei perto de seu corpo, para livrá-la de toda aquela água. Costumo fazer isso com formigas afogadas há horas e elas sempre saem andando. Fiz isso com uma vespa que passara umas oito horas, afogada e semi-morta em uma bacia d'água e que, após secar suas asas, saiu voando, feliz. Descobri naquele instante terrível que aranhas não são bichos muito resistentes.
Poderia tê-la resgatado a tempo, mas como o monstro que sou, preferi refestelar-me com os prazeres da higiene pessoal a salvar uma pequena vida. Resta-me torcer para que a tal aranha tenha pertencido a uma espécie horrendamente peçonhenta. Ao menos acalmaria a minha consciência.
Sim, estou reciclando textos compulsivamente. Sinceramente, espero que alguém leia. :-)
O Monstro
Voltando ao monstro, imagino-o verde, como toda criatura monstruosa imaginária ecologicamente correta deveria ser. Porém, após o advento do Shrek, monstro verde parece uma espécie de plágio. Pensei em fazer o monstro roxo, mas lembrei-me de que ele ficaria por demais parecedo com o tal Shake, aquele bonequinho sem graça do Mc Donald's, que faz parte da sem graça turma do igualmente sem graça Ronald Mc Donald.
Bem, pensando em uma cor esdrúxula para meu esdrúxulo monstro, achei que ele pudesse ser lilás, mas ficaria meio gay, e não quero que duvidem da masculinidade deste monstro. Bem, quem sabe se ele fosse laranja....na falta de outra cor melhor, o monstro é laranja. E preto.
Este monstro caminha lentamente, arrastando-se pelos becos mais sinistros da internet, muitas vezes emergindo e ameaçando tomar conta de toda a rede (basta fazer qualquer pesquisa no Google para constatar isso), arrastando-se sorrateiramente, fazendo "sblog, sblog, sblog", engolindo todos os seres humanos que encontra pelo caminho, abduzindo-os ao seu interior e escravizando-os à boa ilusão de um lugar tranquilo, onde se pode fazer (quase) tudo o que se quiser.
O vício. Monstro laranja e preto causa o vício, que vem sem que se perceba. Um dia o pobre ser humano acorda e nota que está preso dentro do monstro e nada mais pode fazer além de atualizar, atualizar, atualizar, compulsivamente, sem nunca dar-se por satisfeito. E não, não sei se há como livrar-se, talvez nem mesmo os caça-fantasmas ou qualquer outra criatura fictícia ou real podem salvar os pobres seres humanos da invasão dos sblogs.
Temo que nossa espécie se extingua e, em pouco tempo, haja apenas uma horda de sblogs recobrindo a cidade com sua massa gelecal laranja e preta, demonstrando sua real superioridade à raça humana, subjugando a todos, até que, exaustos, sucumbamos sobre nossos teclados, desfalecidos. Que saibamos reconhecer esta ameaça.
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Outro post de Josephine ButterFly.
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Os sapos escavam a terra com as patas traseiras, fazendo as cavernas nas quais hibernam durante o inverno. Acordam cedo, porque primavera é período de acasalamento. Os ovos, depois, são colocados em fileiras imensas, algumas atingem cerca de cinco metros de comprimento. Dez dias depois, nascem os girinos. Após as já conhecidas metamorfoses (cresce patinha, perde cauda, etc, etc, etc), transformam-se em vários sapinhos que hibernarão durante o inverno.
Ursos são atletas, andam quilômetros sem se cansar, são exímios nadadores e algumas espécies (não todas) hibernam durante o inverno. A temperatura corporal dos répteis varia de acordo com a do ambiente, por não serem eles animais de sangue quente. Por isso, não são numerosos nos locais de clima frio, onde hibernam durante o inverno.
Lesmas e caramujos hibernam, no inverno, mas também não gostam de sol escaldante. Os ovos do mosquito da dengue, Aedes aegypti, são preguiçosos, hibernam durante o inverno e primavera e só eclodem no verão. Besouros Carocha adultos hibernam durante o inverno, depositam ovos na primavera e costumam viver muitos anos.
Besouros, sapos, mosquitos, lesmas, ursos, crocodilos e tartarugas, cobras e lagartos, entre outras espécies, hibernam durante o inverno. Na natureza, a espécie Josephinium Butterflyae também hiberna durante o inverno, mas em cativeiro, passa o dia acordada e tremendo de frio.
Por que os seres humanos também não hibernam no inverno?? Tudo bem, têm sangue quente, mas não têm nenhum isolamento térmico natural que funcione. Os ursos, por exemplo, são caras enormes, gordos (camada adiposa serve como revestimento de isolamento térmico) e cheios de pêlos (casaco de pele natural) e, mesmo assim, hibernam no inverno. Ursos é que são inteligentes.
Se hibernássemos durante o inverno, viveríamos mais, isto é fato. Conversando sobre isso com Edmund dia desses, ele levantou uma questão interessante. Se as pessoas dos lugares frios hibernassem, certamente as pessoas dos lugares quentes viriam e roubariam tudo o que as pessoas hibernantes tinham e seria o caos.
Não pensei nisso antes, mas todas as pessoas hibernariam no inverno, certo? Se as pessoas que, enquanto nós, por exemplo, estivéssemos no inverno, estivessem em um hemisfério em que é verão quisessem nos roubar em nosso inverno, hibernariam no exato instante em que entrassem em nossas terras.
Porque aqui seria inverno. E todas as pessoas seriam automaticamente programadas para hibernar no inverno. Algumas nem chegariam, já hibernando no meio do caminho. Entrar em nosso espaço aéreo faria qualquer piloto de avião ou helicóptero hibernar e, assim, a aeronave seria controlada por piloto automático, a fim de não esborrachar-se no chão. Os barcos ficariam à deriva, com todos os seus ocupantes hibernando.
Maaas....e os gatos, cachorros e outros seres que criamos em nossas casas e que não estão na lista das criaturas hibernantes?? Bem, teríamos que modificá-los geneticamente para que hibernassem durante o inverno conosco, senão tomariam conta das cidades, comeriam nossa comida, virariam nossa casa de cabeça para baixo e, os mais dependentes, morreriam de fome, sede e frio. O que seria terrível.
Mas animais domésticos transgênicos hibernariam conosco durante todo o inverno, sem problema. Aliás, vou testar minha teoria. Deitar um pouco e entrar em breve período de hibernação, por algumas horas. O resultado, imagino, será benéfico. Espero que faça bem à pele...embora isso não aconteça com os lagartos e tartarugas. Nem com as lesmas. Mas os besouros Carocha, embora sejam feios, vivem bastante. Não me olhe assim, ao menos é uma vantagem.
Josephine ButterFly
Post retirado daqui- Porque a Josephine ButterFly escreve melhor do que eu.
PS: Sei que ainda não é inverno e teoricamente estaria cedo demais para desenterrar um texto do inverno retrasado, mas - acreditem - está tão frio que não pude pensar em outro melhor. E isso tem vários sentidos. Um deles é fruto do mero congelamento de neurônios. E tenho certeza de que todos esses animaizinhos hibernariam no outono, se sentissem o mesmo frio que eu.
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terça-feira, 9 de maio de 2006
Literatura não é fofoca
Digo isso porque da mesma forma que me irritava alguém, quando via um desenho meu, perguntar: "Quem é? Ah, nem vem, deve ser alguém", me irrita até os ossos escrever algo completamente inventado e ver gente tentando decodificar "ah, isso deve ser por causa do fulano", "com certeza ela está falando de não sei quem" e coisa parecida.
Talvez por isso eu tenha limitado bastante minha produção literária neste blog. A bem da verdade não é aqui que eu posto alguma produção literária. Mas sempre acho que fica bem claro quando é um texto pessoal e quando é algo mais elaborado. Entretanto, nem todo mundo tem atividade cerebral suficiente para compreender isso. No final das contas, acabo evitando postar contos ou narrativas de ficção mais longas.
Tenho calafrios, portanto, ao ver alguém tentando desvendar segredos através de textos literários de outra pessoa. Acho totalmente imbecil. Não que em alguns casos isso não se aplique, mas partir desse princípio te faz um fofoqueiro maledicente em potencial. É bom estar bem ciente disso.
Porque as pessoas hoje, dessa geração msn, não sabem ler textos, simplesmente. Acham que tudo é um imenso diário, algumas nunca viram um livro na vida.
Colabora com isso o fato de alguns escritores fazerem de seus textos extensões de sua vida. Por exemplo: o cara vive na noite, bebendo, fumando, se drogando e se prostituindo e, coincidentemente, todos os seus personagens são exatamente assim. Mas não se pode tomar parte pelo todo. Como eu disse, se você for partir desse princípio corre o sério risco de quebrar a cara em diversos pedacinhos.
Melhor é ler sempre achando que está diante de mera ficção, às vezes é baseada em fatos reais, maximizados, com trechos totalmente inventados para ficar mais interessante ou melhorar o final, mas ficção. Sempre fica aquele gostinho bom de "será?" Lá no fundo, sem que jamais se verbalize a pergunta. O que menos importa é a razão do texto ter sido escrito, na minha opinião.
No entanto, se você for uma fofoqueira de plantão, ávida por "novidades" para comentar com uma segunda fofoqueira de plantão ou mesmo uma namorada ciumenta lendo os textos da ex, tudo bem, não vou exigir que você pense.
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segunda-feira, 8 de maio de 2006
Em homenagem ao leitor citado no post anterior, mais um post sobre
Gatos
Conversei (pela janela...risos....) com a vizinha aqui de baixo, dona do gatinho preto-e-branco (lembram deste post ? , muito gente boa e simpática pra caramba, ela conversou um montão comigo sobre gatos, inclusive disse que de vez em quando conversa com os meus, sempre muito atentos e curiosos...risos...
O nome dele é Francisco, é castrado e ela não sabe quantos anos ele tem, porque ficou traumatizada de perder gatos sempre que eles faziam cinco anos. Ele é meio arisco e filho único felino, divide a casa com uma poodle.
Ricota, observando o Francisco, em junho de 2005
Aos poucos vou conhecendo a vizinhança felina. Também no térreo, mas do outro lado do prédio, tem uma gatinha muito fofa com quem eu bato altos papos de vez em quando. Tirei foto de sua cara de curiosa:
Ela é muito meiga e bem tranquila. Essa eu tenho certeza de que é fêmea, não só pelo jeitinho feminino, mas também por ser tricolor.
E abaixo, Ricota e sua expressão simpaticíssima habitual
Os novos amigos de infância, no tanque:

Ricota, exigindo seus direitos.
:)
sábado, 6 de maio de 2006
Para provar que gente burra não gosta de gato :)
"por que exbir gatos? que tal cachoros!
eu particularmente tenho asco de gatos , principalmente os pretos eles são iper nogentos .
eu sou estilista e a maioria dos meus clientes odeiam gatas e gatos!
mas mesmo assim eu concordo com eles .eu entrei nesse site por conhecidencia e o odiei.não me identifiquei pois não preciso que ninguem fique sabendo quem eu sou."
Anonymous | 05.04.06 - 1:32 pm | IP: 201.74.50.134 | Thread 1426177
Comentário (na íntegra, sem correções) postado ontem, em um post pré-histórico. Tive que colar aqui antes de apagar. :) Responder está fora de cogitação, of course. :)
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quinta-feira, 4 de maio de 2006
Autor Desconhecido
Lançamento do livro Caiu na Rede traz à tona o problema da autoria falsa na internet
por Vanessa Lampert
de Porto Alegre
Cora Rónai lançou o livro Caiu na Rede, pela editora Agir. Já deu entrevista no Jô, foi tema de reportagens em quase todos os jornais que eu conheço (o que significa que estou ligeiramente atrasada nesta crônica) e lançou o assunto da troca de autoria de textos na internet à pauta. O livro é uma coletânea de textos de autores desconhecidos que foram atribuídos a autores conhecidos e também de autores já consagrados que tiveram sua autoria alterada. Outros vieram ao conhecimento público sob a alcunha de "Autor Desconhecido", essa entidade tão presente na web, que passa, com ares de naturalidade, de e-mail em e-mail, sem que ninguém questione sua existência. Há pouco mais de um ano, indignada com o pipocar de textos de amigos pouco conhecidos atribuídos à entidade misteriosa, criei o blog Autor Desconhecido. O subtítulo traduz todo o objetivo do site: "este blog existe para provar que o autor desconhecido não existe". Textos não se auto-produzem. Eu, particularmente, nunca conheci um texto que fosse resultado de geração espontânea. O tal "Autor Desconhecido" é o cara mais criativo da internet. E o que mais produz textos, também. Altruísta, espalha seus textos por e-mail para que sejam copiados sem dó nem piedade, pelo simples prazer de divertir os outros, não quer créditos, não exige respeito. É o autor mais legal da net, o cara que distribui suas coisas, abre mão do seu trabalho e não se incomoda em gastar horas e horas de seu tempo criativo a fazer um texto legal e vê-lo surrupiado por outra pessoa. Desculpe destruir suas ilusões, ele não existe. Também a probabilidade do "Autor Desconhecido" ser um cara que omite seu nome para não se expor é ínfima, quase nula, a ponto de não poder ser levada em consideração, creia. O que acontece é que, atribuir um texto ao "Autor Desconhecido" lhe dá a aura de algo anacrônico, confiável e lendário, escrito por tal figura mitológica sem rosto. Mesmo que seja uma tremenda bobagem. Escrever é trabalho e dá trabalho. Dar o devido crédito (ou não atribuir um texto ruim a um bom autor) é reconhecer seu trabalho, respeitá-lo, acima de tudo. Há muita coisa por trás de um texto e a baderna autoral na internet é um tema tão complexo que eu precisaria de umas vinte crônicas para importuná-los o suficiente com a informação básica sobre o assunto. Não quero parecer (tão) chata, portanto limito-me a listar algumas frases clássicas dos repassadores de mensagens e minhas respostas a elas. "Não sei quem é o autor, mas repassei o texto porque a mensagem vale a pena" ou, a variação: "Não sei quem é o autor, mas o texto é muito legal e achei que você gostaria de ler" Primeiro, se a mensagem vale a pena, ótimo, você entendeu o texto. Não tem autor ou você não tem certeza de quem escreveu a coisa. Pense a respeito, reflita e escreva um texto seu com aquilo que aprendeu. Não copie o texto, por favor, escreva um texto novo, passando mensagem semelhante com suas palavras, coloque seu nome e envie a quem quiser. Se é a mensagem que importa... Se sentir dificuldade, leia. Pegue um livro, outro livro, outro livro, um jornal, uma revista e vá se familiarizando com a língua e com as formas de se comunicar através da linguagem escrita. É muito mais construtivo do que clicar no "enc" ou copiar e colar um texto sem pai nem mãe. Não tem tempo para isso? Viu como dá trabalho? Se quiser copiar algo, copie de um livro confiável, tasque o nome certo do autor entre o título e o texto e sinta-se um bom cidadão, contribuindo para diminuir a ignorância dos habitantes deste planeta. Se acha que nada substitui aquele texto per-fei-to, vá à luta. Pesquise, procure, é difícil, mas não impossível, encontrar o verdadeiro autor. Segundo, se você achou o texto muito legal, então, por favor, respeite o autor. Pesquise, encontre, confirme e só então envie. Se não encontrar, não repasse, você sobrevive. "O site (ou blog, ou agenda, ou perfil, ou qualquer outro espaço) é meu, é pessoal e eu coloco nele o que eu quiser, com ou sem nome do autor." O espaço ser pessoal e o dono poder fazer o que quer não dá a ninguém o direito de ser antiético e mal educado. Por exemplo, a casa da sua amiga é dela, ela faz lá dentro o que quiser, mas se você esquecer sua bolsa lá o fato de a casa ser dela não lhe dá o direito de mexer na sua bolsa, usar as suas coisas, gastar seu dinheiro como se fosse dela e jogar no lixo o que bem entender. A casa é dela, mas a bolsa e sua. Então, o site é seu, mas o texto, não. "Ele deveria ficar feliz, se alguém roubou o texto é porque é bom" Seguindo esse raciocínio, se alguém entrar na sua casa e roubar seu aparelho de dvd, fique feliz. Se o ladrão gostou, é porque o aparelho era bom. "Repasso bons textos porque acho que é uma forma de incentivar a leitura" Não é errado enviar textos legais para estimular a leitura, errado é fazer isso sem nem ao menos se dar ao trabalho de fazer uma pesquisa simples no Google. Não custa nada, é só colocar um trecho do texto entre aspas, pesquisar e descobrir o autor. Se não tiver tempo para pesquisar na hora, não repasse o texto, deixe para mais tarde. A pessoa pode até ler, mas sem o autor correto não poderá pesquisar novos textos do cara, caso se interesse subitamente pela leitura. "Escritor quer crédito por causa do ego" Escritor quer crédito por causa do respeito ao seu trabalho. Se você trabalha em uma empresa e desenvolve, depois de um árduo trabalho, um projeto espetacular, acha correto distribuir aos seus colegas e ficar bem feliz ao ver seu projeto (exposto e elogiado) creditado a algum deles ou ao "funcionário desconhecido"? "Acho que é do Verissimo" Toda vez que leio isso tenho arrepios. Porque o "acho que é do Verissimo" transforma-se em "é do Verissimo" no e-mail seguinte e aí proliferam-se os apócrifos mais absurdos que vemos circulando por aí. Martha Medeiros, em recente entrevista à Zero Hora, enxerga nesse fenômeno uma prova de que lê-se muito pouco neste país. Isso é verdade. Então, além de pedir encarecidamente que não repassem textos de autoria desconhecida, duvidosa ou não confirmada, acho válido pedir, por favor, que antes de "achar que é do Verissimo", dê um pulinho na loja de livros usados e compre um livro do autor em questão (seja ele Verissimo, Quintana, Saramago, Shakespeare, Borges ou quem quer que seja) ou vá a uma biblioteca, empreste e leia, atentamente, para saber de quem está falando. Dê uma pesquisada em sites confiáveis, procure conhecer a biografia do sujeito que você está culpando por aquele texto, reflita, pense bem. Se você não tem tempo para nada disso, por favor, utilize seu escasso tempo para qualquer coisa que não seja encaminhar mensagens suspeitas. Para respeitar o autor, para difundir textos de forma responsável, para agir de forma educada e ética, para aprender e ensinar corretamente, para, no mínimo, não passar por ignorante. Internet é só mais um meio de transportar informações, não é uma outra dimensão em que nossos valores e princípios podem ser jogados no lixo assim. Somos pessoas lidando com pessoas, como em qualquer outro lugar, qualquer outra situação. Respeito. É o que pedimos. Simples assim. PS: Tanto o site do livro Caiu na Rede (http://www.livrocaiunarede.com.br) quanto o Autor Desconhecido (http://www.autordesconhecido.blogger.com.br) contêm diversos textos com a autoria desvendada, servindo como banco de dados para pesquisas sobre autoria.
[04/05/2006]
segunda-feira, 24 de abril de 2006
sábado, 22 de abril de 2006
Um pouco de frio
Aqui há estações do ano. Outono chegou, o friozinho bate à porta, o sol começa a se pôr perto das seis da tarde (no verão o sol se põe lá pelas oito e meia da noite...), um ventinho melancólico nos convida a comer chocolate e a esconder nossos corpos gelados sob grossos edredons. Vontade de colocar um filminho no dvd aumenta, pena que as locadoras estejam repletas de porcarias. A faxina foi adiada hoje, mais uma vez. O frio colabora com a bagunça, que horror. Hoje é sábado, dia de lixo, um dos dias mais esperados da semana para mim. É um terror ficar com lixo orgânico acumulado, saudade da época em que eu podia colocá-lo na rua todos os dias. Agora, apenas terça, quinta e sábado.
Dizem que nos próximos dias a temperatura vai cair. Já tiramos o edredon do guarda-roupa e aguardamos, congelados, a chegada do inverno. Eu nem sei quando chega o inverno propriamente dito, mas esta vai ser a semana de comprar roupa de frio, para ficar bem preparada para enfrentar os dias gelados. Um dia me acostumo com isso.
Desculpem estar tão ausente. Não tenho escrito quase nada, tenho ficado muito pouco tempo na net, estou meio lenta, desacelerada, um tanto quanto cansada, um bocado apática. Precisando de boas noites de sono, precisando de um passeio bacana, precisando de um pouco mais de tranquilidade. É engraçado, quando o furacão começa aqui dentro, eu desacelero por fora. Fico quieta, calada, respirando fundo e esquecendo os dias. Não acompanho mais o calendário, não sei mais diferenciar a segunda da quinta, da sexta, do sábado, mal sei quando o mês começa ou quando termina. Faço listas mentais dos meus afazeres e me perco nas entrelinhas.
Mas já aprendi como as coisas funcionam comigo. Quando estou assim, dou um tempo. Fico calada, como pouco, demoro um pouco mais no banho, nos abraços, leio mais, descanso a mente, respiro fundo, faço tudo mais lentamente, respeito meus limites, ouço meu corpo, meu espírito. Converso com Deus, tomo bastante água, durmo um pouco mais, tento domar minha pressa. Daqui a alguns dias, volto ao normal, sem stress, sem ter nenhum tipo de troço.
Tenho tirado esses dias para, dentro dos limites que a rotina enlouquecida da vida me permite (essa semana foi corrida), desacelerar. Tem dado certo. Fazer compras de inverno devem ajudar, também. Não gasto muito em roupas, gosto de pesquisar, de procurar, de desenterrar peças boas, bonitas e baratas. Demora, não é fácil, mas é bastante divertido e dá um alívio e tanto ver que você fez boas compras gastando tão pouco, por seu próprio esforço. Eu tenho minhas formas estranhas de me sentir bem.
A propósito, experimentem: o chocolate mais gostoso do mundo, Choco Soy, da Olvebra (não estou ganhando nada pela propaganda...risos...). É à base de soja não-transgênica, mas não espere sentir gosto de soja. Eu até gosto do gosto da soja, mas esse realmente não tem. Aliás, ele é o chocolate "não tem". Não tem glúten, não tem lactose, não tem gordura hidrogenada. Feito com açúcar demerara orgânico, não aumenta minha glicose o suficiente para me tirar de crises de hipoglicemia, mas dá aquele gostinho de doce que gosto de sentir, sem as complicações da lactose. É uma opção mais saudável e que não me faz mal, de jeito nenhum. Se você tem intolerância à lactose ou simplesmente quer um chocolate muuuuuito gostoso, experimente. O de barrinha é bem mais doce do que o que vem em formato de bombom. E se você tiver sorte, ainda pega um ovo de páscoa deles à venda. Nós compramos três.
Só para garantir altos níveis estáveis de serotonina. :)
sexta-feira, 21 de abril de 2006
1 ano e 10 meses de casados
You're Still The One
Shania Twain/Lange
(When I first saw you, I saw love.And the first time you touched me, I felt love.
And after all this time, you're still the one I love.)
Looks like we made it
Look how far we've come my baby
We mighta took the long way
We knew we'd get there someday
They said, "I bet they'll never make it"
But just look at us holding on
We're still together still going strong
You're still the one I run to
The one that I belong to
You're still the one I want for life
You're still the one that I love
The only one I dream of
You're still the one I kiss good night
Ain't nothin' better
We beat the odds together
I'm glad we didn't listen
Look at what we would be missin'
They said, "I bet they'll never make it"
But just look at us holding on
We're still together still going strong
You're still the one I run to
The one that I belong to
You're still the one I want for life
You're still the one that I love
The only one I dream of
You're still the one I kiss good night
I'm so glad we made it
Look how far we've come my baby...
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