sexta-feira, 26 de maio de 2006

O Confronto Final?



Dia desses pegamos os dois primeiros DVDs de X-Men para assistir. Eu ainda não tinha visto nenhum deles e terminei o segundo com vontade de ver o terceiro. Felizmente, o lançamento estava próximo. Aproveitei para ver o que os fãs dos quadrinhos estavam achando da adaptação. Como era de se esperar, eles não gostaram muito.

Alguns acham que o filme é um bom entretenimento (como de fato é), outros se ofendem com qualquer alteração em seus personagens favoritos o na estrutura da trama das HQs, como se fosse um vilipêndio. Vampira, por exemplo, é tida como uma das musas da Marvel, com super força, muito bonita, decidida, poderosa (em todos os sentidos) e super super sexy. Não é o caso de Anna Paquin, o que deixou muitos fãs frustrados, principalmente com o fato de ela ser uma adolescente frágil e insegura, em todos os dois primeiros filmes.

Sei que é feio contar o filme antes que outras pessoas o assistam, mas se for depender do desempenho da Vampira para agradar os fãs das HQs, estão todos completamente desagradados desde já. Ela simplesmente desaparece. Não serve para nada, não faz nada. Excesso de personagens, tempo curto. Quem consegue fazer um filme realmente bom com isso? Para mim, Brett Ratner conseguiu uma proeza e tanto, porque ele tinha um moooonte de personagens legais, uma história legal, bastante dinheiro para gastar e meia hora a menos de filme do que o X-men anterior. Por quê? Ainda não sei, ainda não entendi, mas já não gostei. Saí do filme querendo que ele tivesse, no mínimo, o dobro do tempo.

Gostei, gostei, é claro que gostei, mas tive a impressão de que X-Men 3 é um bom trailer. É isso. O filme todo é um grande trailer. Não, eu não disse thriller, disse trailer mesmo. Deixa a gente na expectativa do resto do filme. Parece um compacto, um resumão. Eu quero ver o filme!! Desperdício de vários personagens legais, como o Anjo, professor Xavier, Mística, Homem de Aço, Vampira e a tal da Fênix, uma inútil descontrolada que só reapareceu para atrapalhar- ambos os lados. O que me deixou mais triste foi que minha personagem favorita, a Mística, não só foi sub-aproveitada (como todos os outros), mas também sumariamente descartada da trama. Sem contar que os caprichos de Halle Berry fizeram com que ela dominasse o pedaço, desnecessariamente.

Saí feliz com o filme, mas triste pela curta duração e mau aproveitamento de ótimos personagens, como já disse. Por mim, X-Men 3 teria três horas de duração e nos daria a chance de conhecer melhor os novos personagens. E os antigos também.

Sobre os antigos, aliás, Davison acredita, há tempos, que Jack Nicholson daria um Wolverine melhor do que Hugh Jackman. Esses dias, assistindo "O iluminado" ele tornou a mencionar o fato. É verdade. Hugh Jackman é muito bom-moço. Jack Nicholson é melhor ator, convenhamos. E nem venha me dizer que ele é velho demais para o papel, não é. Wolverine original é um monstrengo, baixinho, fortão e tem mais de cem anos, embora não pareça. Então, coloca o velhinho para fazer musculação, dá uma boa caracterizada e fica tudo 100% Aliás, olhe a capa da primeira revista do Wolverine:



E -como se não bastasse- o mutante cabeleireiro, que atuou entre o X-Men 1 e o X-Men 2 voltou a atuar nos bastidores de X-Men 3, fazendo um corte fashion em Tempestade, escurecendo-lhe as raízes. Fora o que ele fez, debaixo d'água, com o cabelo de Jean Grey. O cara é bom.

Para quem ainda não viu o filme, um conselho: espere até o final dos créditos, esconderam lá uma cena importante que deixou os desconhecidos colegas da fileira de trás indignados. Sei lá por quê, eles estavam indignados durante o filme todo. Certamente são fãs dos quadrinhos e detestaram não ver Anna Paquin de Femme Fatale. Mas cá entre nós: Anna Paquin de Femme Fatale seria ridículo. Ela é uma coisinha, não tem como transformá-la em mulherão. Que Hollywood me contradiga.

Mística, como eu já disse, é minha personagem favorita. Ela é bem escrita e tem uma expressão facial e corporal fantástica. Se eu fosse escolher quem interpretar, escolheria ela. Aliás, Rebecca Romijn-Stamos engordou um pouquinho, tanto que cheguei a achar que era outra atriz, ao estranhar o tamanho das bochechas :-) Mas continua linda, of course. De resto, assistam. O 1, o 2 e o 3. E torçam, comigo, pelo quatro. E que tenha, no mínimo, duas horas e meia de duração.

Vimos os créditos até o fim de felizes que somos, sempre fazemos isso. Somos sempre os últimos a sair do cinema. Essa sessão teve gostinho especial também porque em tempos de contenção de despesas, nossos passeios pelo cinema têm sido raridade. Mas já temos novas sessões marcadas: queremos assistir de novo o filme para tirar algumas dúvidas cruciais, em junho tem Garfield e em julho, Superman. Vale a pena guardar o dinheiro do ônibus :-)

Rebecca Romijn-Stamos caracterizada como Mística:





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UPDATE:

Acabo de descobrir um furo terrível. Davison me contou que na HQ o professor Xavier tem um...gatinho amarelinho!!! Veja a prova:



Não acredito que isso ficou fora dos TRÊS FILMES!!! Lamentável. A propósito, o MEU gatinho amarelinho é um mutante. Sem dúvida nenhuma. Ele e os outros dois, of course, em níveis diferentes. Ele é o líder e tem super inteligência. Formam a turma dos X-Cats. Ainda escrevo sobre isso. :-)

PS: Tenho lá minhas teorias sobre a metáfora dos X-Men - do cinema. Mas isso fica para outro post. :-)